O presidente e candidato à reeleição, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), apresentou petições formais ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e ao Supremo Tribunal Federal (STF) nesta terça-feira (20) autorizando a liberação de seus sigilos bancário, fiscal e telefônico. A autorização, no entanto, foi condicionada a uma contrapartida: que o seu adversário na disputa presidencial, Flávio Bolsonaro (PL), adote a mesma medida e libere também as informações do ex-presidente Jair Bolsonaro e do deputado federal Eduardo Bolsonaro.
A peça jurídica apresentada às cortes superiores abrange os dados sigilosos dos últimos oito anos e requer a ampla divulgação pública das informações financeiras e telefônicas à população. O documento assinado pelo candidato petista inclui expressamente o acesso aos dados da primeira-dama, Rosângela da Silva, a Janja, e do seu filho primogênito, Fábio Luiz Lula da Silva, o Lulinha, além de contemplar a abertura dos registros das empresas e contas vinculadas aos envolvidos.
No âmbito Judiciário, o pedido encaminhado ao TSE teve a relatoria atribuída ao ministro André Mendonça, enquanto a tramitação e deliberação no STF caberão ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin. A movimentação jurídica formaliza o anúncio feito pelo candidato durante o debate televisivo do último domingo (18) e antecede o próximo confronto direto entre os postulantes no segundo turno.
Durante agenda de campanha realizada na manhã desta terça-feira em São Luís, no Maranhão, o presidente reafirmou a estratégia perante apoiadores e cobrou postura idêntica do candidato do PL em relação à transparência de dados públicos e bancários. A iniciativa integra as movimentações da campanha do PT no cenário decisivo e acirrado da disputa presidencial.
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