O Conselho de Ministros da Itália aprovou, nesta quinta-feira (22), um pacote de decreto-lei voltado a socorrer os setores de transporte de carga, agricultura e pesca, fortemente impactados pela escalada no preço dos combustíveis. A medida governamental ocorre em resposta a uma onda de paralisações que provocou o bloqueio de rodovias estratégicas e gerou desabastecimento generalizado de suprimentos na região sul do país.
O plano financeiro injeta um aporte expressivo para mitigar os custos do diesel, que acumula alta de quase 40% em 12 meses. Para o segmento rodoviário de cargas, foram destinados 105 milhões de euros (aproximadamente R$ 593 milhões) em créditos tributários extras, além da suspensão do pagamento de parcelas de leasing de frotas por sete meses para pequenas e médias empresas. O valor soma-se a uma fatia de 430 milhões de euros (R$ 2,4 bilhões) anteriormente prevista no orçamento estatal.
Para o setor agropecuário, o texto reserva 60 milhões de euros (R$ 338 milhões) no ressarcimento de custos operacionais com diesel entre junho e outubro. Na pesca, serão liberados 10 milhões de euros (R$ 56 milhões) em auxílios a fundo perdido para cobrir despesas de abastecimento das embarcações.
Tolerância zero contra interdições
Paralelamente às concessões econômicas, a primeira-ministra Giorgia Meloni adotou tom rígido em relação aos manifestantes que mantêm piquetes nas rodovias, classificando atos de vandalismo e impedimento de circulação como condutas criminosas.
"Em algumas áreas, poucos indivíduos continuam a bloquear as estradas e ameaçam quem quer trabalhar. Isso não é um protesto; é intimidação, e não vamos tolerar", declarou Meloni. A chefe de Estado orientou o Ministério do Interior a aplicar os dispositivos da legislação de segurança nacional para desobstruir vias e assegurar o fluxo de mercadorias em regiões críticas como Sicília, Puglia, Calábria, Campânia e Basilicata.
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