O Kelvingrove Art Gallery and Museum, localizado em Glasgow, na Escócia, retirou artefatos e restos humanos mumificados de suas exposições públicas. A decisão inusitada foi justificada pela instituição sob o argumento de que os indivíduos falecidos expostos não haviam concedido consentimento prévio para tal finalidade.
Entre os itens removidos das mostras estão uma cabeça masculina mumificada, um pé, uma mão direita originária do Vale dos Reis, no Egito, e os restos mortais de um sacerdote chamado Nekt. Placas informativas foram instaladas nos espaços para comunicar aos visitantes que as peças foram transferidas para depósitos como um sinal de respeito à dignidade humana.
A iniciativa foi adotada pela Glasgow Life, organização pública que administra os museus da cidade, com base em diretrizes internacionais de ética museológica revisadas recentemente. O entendimento institucional defende que a exibição pública de restos humanos deve ser condicionada à autorização documentada do próprio indivíduo ou de seus descendentes diretos.
A medida gerou repercussão negativa e críticas severas de visitantes, internautas e autoridades políticas locais, que classificaram a ação como um excesso de rigor do politicamente correto. Apesar das reações, a administração dos museus indicou que planeja estender a retirada de restos humanos a outras galerias da região escocesa.
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