Seguindo o rastro das mobilizações iniciadas na França, manifestações contra o aumento do custo de vida e a crise econômica degeneraram em confrontos violentos entre manifestantes e forças de segurança em diversas cidades da Itália neste sábado (17). Os episódios de maior gravidade ocorreram em Milão, onde vias do centro histórico e a Praça Duomo viraram cenário de vandalismo, resultando em 25 pessoas feridas, das quais dez são agentes de segurança, e no encerramento de estações de metrô local.
Durante os distúrbios na capital lombarda, a polícia empregou canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar grupos encapuzados que lançaram fogos de artifício, pedras e barreiras metálicas, além de incendiarem equipamentos públicos e depredarem estabelecimentos comerciais. No total, a polícia italiana efetuou a prisão de 50 pessoas em Milão, metade das quais menores de idade. Registros de violência similar foram contabilizados em Turim e Bolonha, culminando em mais 19 detenções e na apreensão de artefatos explosivos e coquetéis molotov.
A escalada do conflito gerou forte repercussão no cenário político italiano e motivou pronunciamentos oficiais. A primeira-ministra Giorgia Meloni condenou publicamente os atos de violência e cobrou uma postura incisiva da oposição partidária contra os episódios de desordem. Em contrapartida, representantes da oposição e autoridades locais, como o prefeito de Milão, Giuseppe Sala, repudiaram os danos causados às cidades e pediram equilíbrio para não criminalizar o direito de protesto pacífico dos estudantes.
O avanço das manifestações em território italiano reforça o clima de tensão social e instabilidade econômica que se espalha por grandes centros urbanos do continente europeu. As autoridades de segurança da Itália mantêm o monitoramento das áreas centrais e das redes de transporte, enquanto o Ministério do Interior e o Poder Judiciário avaliam a situação jurídica dos detidos nos confrontos.
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