Protestos contra o custo de vida escalam para confrontos na Bélgica

Foto: EFE/EPA/Firas Abdullah



O ministro do Interior da Bélgica, Bernard Quintin, afirmou neste sábado (17) que a onda de manifestações no país ultrapassou o caráter reivindicatório e se transformou em atos de violência organizada com o objetivo de desestabilizar a ordem pública. Registros de confrontos entre manifestantes e forças policiais foram reportados nas cidades de Bruxelas e Liège, ampliando o cenário de tensão social que se alastra por diferentes países da Europa.

As forças de segurança belgas utilizaram canhões de água e bombas de gás lacrimogêneo para dispersar grupos no bairro da Bolsa, na capital, e na região leste do país, em resposta ao arremesso de garrafas e projéteis contra os agentes. A mobilização teve origem em atos conduzidos por estudantes secundaristas contra o aumento dos custos da educação, somando-se a insatisfações populares semelhantes às registradas na França quanto ao custo de vida e à infraestrutura dos serviços públicos.

A escalada do conflito na região também afetou o trabalho da imprensa na França, onde uma equipe de reportagem do canal Euronews foi agredida por indivíduos mascarados no Boulevard Magenta, em Paris. Os profissionais foram atacados com socos e empurrões enquanto registravam o saque a um estabelecimento comercial próximo à Place de la République, em meio aos distúrbios que atingiram diversos pontos da capital francesa.

O governo belga informou que adotará todas as medidas necessárias para restaurar a ordem e conter a atuação de grupos radicais envolvidos nos atos de vandalismo. Enquanto marcha no Boulevard de Clichy transcorreu sem maiores incidentes, autoridades de segurança na Europa mantêm monitoramento contínuo diante da crescente concentração de manifestantes em áreas centrais das principais capitais.
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