Uma onda de protestos contra o alto custo de vida e pela melhoria dos serviços públicos e do ensino mobilizou milhares de pessoas na França neste sábado (17). As manifestações reuniram estudantes, trabalhadores e integrantes do movimento dos "coletes amarelos" em Paris e em diversas cidades do país, registrando confrontos com forças policiais, incêndios e atos de vandalismo. Segundo balanço das autoridades locais, ao menos 272 pessoas foram detidas.
A mobilização teve início no mês passado em escolas de periferias da capital francesa e ganhou escala ao incorporar pautas sobre desigualdade social e perda do poder de compra. O Ministério do Interior registrou mais de 140 atos pelo país e atribuiu os episódios de violência a grupos radicais, mobilizando um ostensivo esquema de segurança no centro de Paris e o reforço do efetivo policial em cidades como Marselha, onde a sede da prefeitura foi atingida por atos de vandalismo.
Os episódios de violência resultaram no uso de gás lacrimogêneo pela polícia e deixaram manifestantes e centenas de agentes de segurança feridos. Diante do agravamento das ocorrências, o órgão de fiscalização policial abriu investigações para apurar denúncias sobre excessos na atuação dos agentes, enquanto o governo liberou o uso de equipamentos de efeito moral para contenção dos distúrbios na capital e interior.
O avanço dos protestos amplia a pressão sobre o presidente Emmanuel Macron, que enfrenta um cenário político fragmentado e o crescimento dos custos da dívida pública francesa em meio às cobranças por soluções econômicas. Sindicatos e movimentos sociais mantêm convocações pelas redes para dar continuidade às paralisações e atos de rua nos próximos dias.
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