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| Foto: Sérgio Barzaghi/ Prefeitura SP |
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) estabeleceu o prazo de uma hora para que a Prefeitura de São Paulo apresente esclarecimentos oficiais sobre a circulação reduzida de ônibus na capital paulista ao longo do segundo turno das Eleições 2026, realizado neste domingo (25). A notificação da Corte Eleitoral foi emitida após contínuos relatos e reclamações de eleitores que enfrentaram dificuldades para se deslocar até as seções de votação.
Indicadores de geolocalização em tempo real do aplicativo Businfo revelaram que, às 13h20, somente 71,7% da frota municipal estava operando nas ruas da capital paulista, em contraste com o Rio de Janeiro, que registrava 100% de operação no mesmo horário.
Decisão descumprida e gargalos no atendimento
A cobrança do TSE ocorre após a Justiça Eleitoral ter determinado, no sábado (24), que a gestão municipal e a SPTrans mantivessem a totalidade da frota em circulação no domingo, operando em patamares equivalentes aos dos dias úteis. A administração do prefeito Ricardo Nunes (MDB) declarou ter repassado a ordem às concessionárias de transporte na véspera, mas não detalhou o horário exato em que a notificação foi enviada.
Segundo os dados de monitoramento, dos 13.790 ônibus cadastrados na frota paulistana, apenas 9.892 estavam ativos no início da tarde, considerando veículos em trajeto e parados nos pontos finais. Outros 3.898 coletivos permaneciam recolhidos nas garagens.
Em linhas específicas, a restrição foi ainda mais severa: no itinerário entre a Vila Carrão e a Praça da Sé, apenas um dos 17 veículos previstos operava no início da tarde.
Contestação da campanha e relatos de viagens intermunicipais
A apuração do tribunal foi impulsionada por representações da campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que denunciou a escassez de veículos na Zona Leste de São Paulo, em regiões como o Itaim Paulista.
A equipe jurídica petista também reportou entraves na aquisição online de passagens rodoviárias para quem precisava se deslocar do interior em direção à capital. Conforme a representação, os bilhetes para trajetos vindos de Sorocaba, Campinas, Santos e Ribeirão Preto apareceram como esgotados nos sistemas de venda, intensificando os questionamentos sobre o acesso dos cidadãos às urnas.
