Gaza vive uma crise sanitária grave, onde feridos de guerra estão morrendo não só por causa dos bombardeios, mas por infecções que não respondem mais aos antibióticos. Médicos que atuam na região relatam que feridas simples estão se transformando em infecções profundas, que podem levar à amputação e à morte.
Isso acontece porque o sistema de saúde foi destruído e funciona com estrutura precária. Hospitais estão superlotados, faltam água limpa, energia, luvas, material de esterilização e até sabão para lavar as mãos. Sem condições básicas de higiene, as bactérias se espalham com facilidade dentro e fora das unidades.
Outro problema é a falta e o uso irregular de antibióticos. Com o bloqueio à entrada de medicamentos, os médicos muitas vezes não têm o remédio certo na hora certa ou precisam improvisar, usando até vinagre para limpar feridas. Essa demora no tratamento faz a bactéria ficar mais forte e resistente, criando as chamadas superbactérias.
Organizações como Médicos Sem Fronteiras e a Organização Mundial da Saúde alertam que o risco não é só local. Pessoas que carregam essas bactérias sem sintomas podem levá-las para outros países. Por isso, especialistas defendem a entrada urgente de água potável, medicamentos, equipes médicas e a reconstrução dos hospitais para conter a crise.
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