Oncologia de precisão redefine o tratamento do câncer de ovário

Foto: Reprodução/freepik/GettyImages



O tratamento do câncer de ovário está mudando porque os médicos passaram a olhar não só para o tumor, mas para as características genéticas de cada paciente. Essa abordagem é chamada de oncologia de precisão e permite escolher o remédio certo para cada caso, em vez de usar o mesmo tratamento para todas as mulheres.

Isso acontece porque exames de biomarcadores identificam alterações importantes no tumor, como mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 e a deficiência de recombinação homóloga, conhecida como HRD. Com esses resultados, é possível prever quem vai responder melhor a terapias específicas e evitar medicamentos que não teriam efeito naquele caso.

Entre os avanços estão os inibidores de PARP, como olaparibe e niraparibe, que impedem a célula cancerosa de reparar seu DNA e ajudam a manter a doença controlada após a quimioterapia. Também ganham espaço medicamentos antiangiogênicos, como o bevacizumabe, que corta o suprimento de sangue do tumor, e os anticorpos conjugados, que levam a quimioterapia direto para dentro da célula doente.

Outra novidade é o uso da biópsia líquida, com análise de DNA tumoral circulante no sangue, para acompanhar a resposta ao tratamento e detectar uma possível volta da doença mais cedo. Apesar do progresso, ainda há desafios, como a resistência a alguns remédios e o acesso aos testes. Mesmo assim, a medicina personalizada já aumenta a sobrevida e melhora a qualidade de vida das pacientes.
Postagem Anterior Próxima Postagem

نموذج الاتصال