Uma investigação da Polícia Civil da Paraíba aponta que integrantes da facção Nova Okaida usavam a compra e a venda de cavalos de raça, além do agenciamento de artistas de forró, para dar aparência legal ao dinheiro obtido com o tráfico de drogas e o comércio ilegal de armas. O grupo teria movimentado cerca de R$ 144 milhões em dois anos, segundo as autoridades.
De acordo com as apurações, um dos investigados, Francisco Yago Cavalcanti, mantinha um haras no Rio Grande do Norte e possuía aproximadamente 15 cavalos da raça Quarto de Milha. Parte dos animais teria sido comprada em leilões por valores considerados acima do mercado e depois revendida, criando uma justificativa formal para a circulação do dinheiro.
A polícia também identificou a compra de cavalos ligados ao haras do cantor Wesley Safadão. Cinco animais teriam sido adquiridos por cerca de R$ 1 milhão. Para os investigadores, os negócios ajudavam os suspeitos a entrar em ambientes de vaquejada, conquistar credibilidade e movimentar recursos sem levantar tantas suspeitas.
Outra frente do esquema envolveria uma agência responsável por intermediar shows de cantores de forró. Conversas interceptadas indicariam que os investigados buscavam contratos com prefeituras do Nordeste, usando apresentações musicais para ocultar valores associados ao tráfico de cocaína, crack e skank.
A operação também investiga a participação de Ivan Moura, conhecido como “Mauro Maromba”, apontado como responsável pelo controle financeiro e por pontos de venda de drogas em Campina Grande, na Paraíba. Além do tráfico, o grupo é suspeito de negociar armas e utilizar outros negócios, incluindo atividades relacionadas a criptoativos, para movimentar o dinheiro.
Os investigados podem responder por organização criminosa, tráfico de drogas, comércio ilegal de armas e lavagem de dinheiro. As informações ainda fazem parte de uma investigação policial, e a responsabilidade criminal de cada suspeito deverá ser definida pela Justiça.
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