Ministério da Saúde prevê incorporar "canetas emagrecedoras" ao SUS com orçamento de R$ 1,5 bilhão por ano

Ministério da Saúde projeta orçamento de cerca de R$ 1,5 bilhão por ano para incorporar os medicamentos contra obesidade e garantir acesso gratuito à população. Foto: Divulgação/MS



O Ministério da Saúde solicitou à Conitec a avaliação para incorporar medicamentos contra a obesidade, conhecidos como "canetas emagrecedoras", ao Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta projeta um orçamento anual de R$ 1,5 bilhão para disponibilizar o tratamento de forma gratuita à população. A intenção é aliar o uso da medicação a hábitos saudáveis, visando diminuir internações cardiovasculares e a realização de cirurgias bariátricas na rede pública.

A medida tornou-se viável após a queda de cerca de 70% no preço desses remédios nas farmácias ao longo do último ano. Segundo o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, a capacidade de compra em grande escala do SUS, combinada à produção nacional dos insumos, permitirá obter um desconto adicional de 80% a 90% no valor de aquisição dos medicamentos para o governo federal.

O aumento da oferta decorre de ações conjuntas do Ministério da Saúde com a Anvisa, que barraram a extensão de patentes e incentivaram a concorrência. Somente em 2026, foram registrados 16 novos produtos genéricos e similares, dos quais quatro possuem fabricação local. Com a ampliação de marcas disponíveis no mercado, o volume de pacientes utilizando o tratamento no país saltou de 400 mil para mais de 750 mil por mês.

A iniciativa atende às recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS) para o combate à obesidade mediante acesso equitativo a terapias com GLP-1. Para fortalecer o acompanhamento na Atenção Primária, o governo investiu R$ 80,7 milhões na expansão do programa Academia da Saúde, credenciando 582 novas unidades em 448 municípios para oferecer suporte com nutricionistas e educadores físicos.

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